Qualquer gordo tem Blog

15/05/2009

Todo mundo tem que ver esse filme

Dá até pra apresentar pra mãe.

Dá até pra apresentar pra mãe.

Lars Lindstrom (Ryan Gosling) é um rapaz bastante solitário e tímido. Do tipo que vive pedindo desculpas por ter nascido. Ele mora na garagem de seu irmão Gus Lindstrom(Paul Schneider) que é casado com Karin (Emily Mortimer). Um dia ele surpreende seus conhecidos com a notícia de que arrumou uma namorada. Uma maravilha, não fosse a tchuca na verdade uma daquelas “Real Dolls“, bonecas de silicone em tamanho real que imitam perfeitamente mulher com todas as saliências e reentrâncias ( e fica quentinha se você deixar um tempo numa banheira com água morna.Um amigo me contou).

O nome do filme é “A Garota Ideal“. Deve se chamar assim por que ela nunca fica com dor de cabeça, nem fica tagarelando com as amigas (mas peça  pra ela ir buscar cerveja!).

Infelizmente o filme só está em cartaz, por enquanto, em poucos cinemas, um deles é o Cinesesc. A entrada custa de R$2 a R$12, mas leve mais algum dinheiro.  Se você estiver solitário igual o cara pode subir a Augusta e arrumar uma “namorada” por lá. Sai mais barato que uma Real Doll, mas não há garantia de que seja mais “ativa”(um amigo me contou).

PS: Podiam lançar um modelo “falante” de Real Doll igual a boneca Nana Nenê (me disseram que tem boneca assim, não tem?). Você daria uma palmadinha nela  e ela falaria “Yeeeesss!”, “Ooooh!”

13/05/2009

jabá II

"E esse senhor não é meu tio, Francelino!"

"E esse senhor não é meu tio, Francelino!"

Mais uma vez eu uso esse espaço para fazer jabá, mas desta vez vou fazer igual aos nossos congressistas e vou  advogar em causa própria. Essa peça aí do cartaz “A Casa Errada” é a peça em que eu atuei no último Sarau Cultural dos Pimentas (um dos maiores eventos culturais de Guarulhos, segundo todos os espectadores e segundo a minha mãe) e que o grupo amador de teatro (mas que leva fumo tão bem quanto um grupo profissional) Kómus reencenará dias 16 e 17 de maio no Teatro Adamastor Pimentas.

É uma típica “Comédia de Erros”, mas não tão típica assim. Não espere algo tão ingênuo quanto “Chaves ” ou “Chapolin”. É bem mais obsceno e cheio de palavras e gestos pouco educados. O autor do texto original (“O 15 e o 17”) Artur Azevedo, deve estar se revirando no túmulo, apesar de que, ele deve ter se revirado tanto quando colocaram o Roberto Campos na Academia Brasileira de Letras que ele ajudou a criar, que até se cansou e deixou pra lá.

A peça conta a história de Francelino, um “empregado doméstico”muito frugal e delicado, que se confunde e entra na  casa errada onde é confundido com um maníaco sexual, e de João, que já tinha se confundido no momento em que contratou Francelino e tem um puta medo de ser confundido com um assassino já que o seu empregado distraído deixa entrar em sua casa um senhor,  que acaba morendo na sala-de-estar. Destaque para Douglas e Marcão, respectivamente Seu João e Francelino em especial a cena em que empregado consola patrão quando este se vê bastante enrascado (e para o velho intrometido, que está hilário).    

Vale a pena prestigiar a peça não só por mim ou pelo nosso esforçado grupo de teatro mas também para prestigiar um evento cultural de Guarulhos, cidade que TANTO incentiva a produção cultural, além de  ser uma oportunidade de quem vai prestar humanas na UNIFESP de conhecero campus em que vai estudar, pois a peça será encenada no teatro que fica lá dentro.

O Teatro Adamastor Pimentas localiza-se na Estradado Caminho Velho, 333, Bairro do Pimentas, Guarulhos SP, dentro do campus de Ciências Humanas da UNIFESP.

PS: Maiores atrações culturais em Guarulhos na Agenda Cultural. Por falar em Agenda Cultural você já entrou no site do Zaca hoje?

Pega no meu leme.

Tá vendo o que deu pegar no leme?

"Depois do 5º, vou começar a botar número em vez de nome nos filhos"

Apesar de muita gente dizer o contrário, eu acredito que existam universos paralelos ao nosso. Sério mesmo. O nosso governador José Serra, parece ter saído de um. Um universo em que as pessoas deixam de fumar em locais fechados simplesmente com uma canetada e que é preciso que um porco espirre na sua cara para você pegar uma gripe. “Caminho das Índias” é outro universo paralelo em que todos os indianos falam português com sotaque da “Barra daTijuca”. Dos portões desses universos paralelos saiu essa jovem mamãe: Maria Mariana, cujo seriado baseado em seu livro “Confissões de Adolescente” era programa obrigatório para todas as ninfetinhas que ansiavam ver seus problemas retratados na TV  e para os marmanjos que queriam ver a Mari e suas irmãs passeando de calcinha no apê do Luís Gustavo (ou a Deborah Secco deixando de usar roupas de moleque e vestindo roupas decotadas).

Em recente entrevista à Revista Época, Mariana valoriza o fato de ter largado a carreira artística para se dedicar a maternidade, diz que mães que passam a maternidade comprando roupinhas no shopping, marcando cesariana e se preocupando se “o peito vai cair” depois que terminarde amamentar, são aquelas que tem depressão pós-parto e que homens e mulheres não são iguais e que no barco da vida “Deus quer o homem no leme, porque ele é mais forte, tem raciocínio mais frio “.

Não discordo dela com relação às mulheres que compram roupinhas no shopping e se preocupam com a “lei da gravidade”. Realmente no universo paralelo em que ela vive (o universo de Macaé, cidade com um custo de vida bastante elevado por causa da Petrobrás) existem muitas mulheres fúteis que preferem encarar o risco da cesária a um parto dolorido e demorado e que não amamentar”porque os peitos são só para o sexo“. O problema é que não existe só esse universo. Existe um universo, em que provavelmente os dois leitores desse blog vivem, em que nem todas as mulheres podem deixar de trabalhar para cuidar das crianças, nem deixar de fazer uma cesariana (ainda que muitas delas sejam “convencidas” a fazer a operação por ser mais rentosa para o médico).

Até concordo que quando a Mariana fala isso está falando apenas para as mulheres de seu universo paralelo, que acreditam em tudo que a Época publica e que o mundo se resume a uma quadra da Oscar Freire ou do Leblon, mas é que é difícil ler coisas  como “Deus quer o homem no leme” e não compreeender definitivamente porque queriam tanto cercear a liberdade de expressão nos anos 60. Ela não dá só o direito de você falar o que quiser sobre coisas relevantes, mas também o de falar muita merda.

Se é pra falar  merda sem conhecimento de causa então lá vai: Pra mim esse negócio de “pegar no leme” não é coisa de homem. Quem tem que enfrentar a selvageria do mercado é a mulher que é notóriamente mais inteligente e organizada que o homem. Ela que tem que sair toda coberta no sol quente e aguentar esporro de chefe. O homem não. O homem tem mais é que cuidar da casa mesmo. Não dizem que não tem exercício melhor para os braços que um tanque de lavar roupa? Então! Além disso, tirando pilotar fogão (respinga óleo, água quente) e estender roupa lá fora, todos os serviços o cara pode fazer de cueca (não posso ir no trampo nem de bermuda),  ouvindo uma musiquinha e sem ter que aguentar “é pra ontem!”, “tá ruim essa merda! Refaz!”. Duro seria ter disposição depois pra fazer a patroa “relaxar um pouquinho”, mas nada que as  benesses da medicina moderna não dêem um jeito.

Lógico, isso é a opinião de uma cara que vivia em um universo paralelo em que ele não precisava fazer porra nenhuma em casa, mas se a Mari pode, eu também posso.

12/05/2009

Eu voltei

Filed under: Uncategorized — opoderosochofer @ 12:46
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Para os dois leitores desse blog: Galera, me desculpem pela ausência. De repente todo o trampo que tava parado aqui no serviço voltou a andar (fora os trampos novos que foram aparecendo). Aconteceu uma porrada de coisa enquanto estive fora:  Gripe suína, Susan Boyle, Serra proibindo cigarros, Felina…e vocês ansiosos para saber o que eu acho disso tudo  (ou não, sei lá se vocês se importam com a minha opinião. Vocês não comentam mesmo). Mas agora eu vou tentar conciliar melhor as duas coisas. Pelo menos até eu me entupir de trampo de novo.

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