Qualquer gordo tem Blog

25/11/2009

O Papa e a Bruxa

"Você não era o Tíbio e o Perônio do Castelo Rá-tim-Bum? Consegue um autógafo do Nino pa mim, vai tio!"

O Criador está com a macaca nos últimos dias: Derrubou um sino na Sé e anda alagando várias cidades Brasil afora, dentre elas Guarulhos. Qual será o motivo real da fúria divina? O Ahmadinejad e o Shimon Peres usando Seu Santo Nome para espalhar intolerância? O Edir Macedo usando Seu Santo Nome para diversificar seus investimentos? Os 150 anos daquele livro do Darwin que nega a existência de Adão e Hebe Eva? Nada. Creio eu que o motivo de tanta ira seja uma peça profana, de um grupo endemoniado, que ousa zombar daqueles que professam a Fé em Nosso Senhor.O tal espetáculo em questão se chama “O Papa e a Bruxa”, e é encenado pelos Parlapatões que trouxeram-no para a gloriosa cidade de Guarulhos para uma apresentação única no Teatro Adamastor do centro. A peça foi escrita pelo dramaturgo e herege italiano Dario Fo. Nessa peça o Papa, que parece muito com o alemão que tá no Vaticano hoje mas podia ser qualquer Pontíficie, anda meio torto e reclama de fortes dores na lombar (não me pergunte como ele as conseguiu, ainda mais que os guardas da segurança pessoal dele são tão fortes…). Ele é curado por uma pretensa freira que depois se revela uma curandeira mundana. Ela é expulsa do Vaticano, contudo com a volta das dores fortes, Vossa Santidade é obrigada a procurá-la nos becos mais imundos que se pode imaginar, quando então tem uma revelação e resolve ser um Papa mais “liberal”. Será que foi essa a visão que o FHC teve antes de defender a maconha e assumir que tem um filho fora do casamento? Bem que eu tinha reparado que esse Papa tá ficando com boca de suvaco também.

"Esqueçam o que eu escrevi!"

Deus fez de tudo para impedir que os guarulhenses tivessem acesso a esse pedaço de blasfêmia. Simplesmente alagou a cidade toda. Era tanta água que o prefeito chegou a cogitar mudar o nome do “Lago dos Patos” para “Mar dos Patos” tamanha a inundação que se deu na cidade. Era tanta água que tinha camelô vendendo escafandro e pé-de-pato. Pensei até que Os Parlapatões fossem desistir da apresentação e encenar “O Dilúvio” ao ar livre (bichos não iriam faltar, era só dar um pulo na Câmara de Vereadores para conseguir alguns), mas mesmo assim eles não desistiram de destilar o seu veneno contra a Santa Amada Igreja e seus Bem-Aventurados Sanguessugas Servidores.

Não contente com tamanha insistência, o Senhor  ainda aprontou mais uma das suas e provocou um blecaute nas imediações do teatro, bem antes de se iniciar o segundo ato. Porém se arrependeu e deu nos um novo “Fiat Lux” (deve ter ficado com medo de ser chamado de FHC) e o espetáculo recomeçou. No fundo, no fundo, ele deve ter gostado pois, segundo Hugo Possolo, Papa e diretor da peça “a intenção do espetáculo não é ofender a fé de ninguém e sim aqueles que se aproveitam dela”

O espetáculo continua em cartaz até dia 13 de dezembro no Espaço dos Parlapatões: Pça Franklin Roosevelt, 158, São Paulo. Sextas às 21h, sábados às 19h e 22h, domingo às 20h. Ingressos: Sextas – R$ 15,00 (inteira) R$ 7,50 (meia); Sábados e Domingos – R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia). Tel: 11 3258 4449. Mais informações no link para o blog deles aqui ao lado.

E que Deus não apronte das suas, tipo derrubar o Hugo em cima do público.

Eu que não quero um trambolho desses caindo em cima de mim.

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