Qualquer gordo tem Blog

25/09/2009

Apelou? Chama o Daileon!

“Ética “e “Liberdade de imprensa” são expresões expressões tão raras na boca de jornalista  nas páginas de um jornal quanto “Desculpa” e “Perdão” na de um motoboy alguns motoboys, a menos é claro que esse jornalista tenha sido repreendido no seu “direito” de escrever qualquer besteira sem prestar contas a ninguém. Já não bastasse a Época ter feito uma puta reportagem investigativa só pra não assumir que tomou um trote do Móveis Coloniais de Acaju e ter apelado a tal “Ética” e ao “Respeito” agora foi a vez de um jornal de Guarulhos imitar os grandes e também posar de “ofendidinho”.

Sim amigos. A cidade  que tem um coreto, uma igreja e Bilhete Único tem também uma imprensa local com jornais tipicamente locais mas que fazem lambanças iguais as dos jornais de circulação nacional. A mais recente teve como pano de fundo um protesto organizado pelo Cursinho Comunitário Pimentas (os mesmos responsáveis pelo Sarau Cultural dos Pimentas) no 7 de setembro pedindo a implantação de um curso de Medicina na Unifesp Guarulhos. Não vou entrar no mérito da viabilidade disso porque é assunto pra mais de um post. O caso é que  surpreendentemente o Editor do jornal concordou com a pauta de reinvindicação. Coisa rara um jornal levantar a mesma bandeira de um movimento popular, mas como diz o ditado quando a esmola é demais…

A justificativa do tablóide para defender a presença de um curso de Medicina é o fato de Guarulhos ser um pólo industrial farmacêutico (a Aché e outros laboratórios estão instalads aqui), contudo pra fazer isso colocou em editorial que os cursos como pedagogia, ciências sociais, filosofia e história ministrados na Unifesp Guarulhos são “irrelevantes“. Essa é boa! Quando o presidente era um sociólogo ninguém falava que sociologia era irrelevante.

Não sei o quê que eu vou prestar não. Acho que eu vou fazer masturbação sociológica.

Não sei o quê que eu vou prestar não. Acho que eu vou fazer masturbação sociológica.

Como não podia deixar de ser, os alunos dos cursos “irrelevantes” se manifestaram mandando e-mails para o dito jornal. Você, caro único leitor desse humilde blog, se aquele seu curso superior que você tanto batalhou para ingressar fosse chamado de irrelevante, iria cagar pros bons modos e pro português e demosnstrar com todas as letras a sua indignação para aquele que disse tal coisa, não é mesmo?  Infelizmente o jornalista tem jornalista que não pode defender o próprio curso porque nem de diploma ele precisa pra escrever suas besteiras seus textos.

Pois bem o tal jornal alega ter recebido vários e-mails de alunos da Unifesp repletos de xingamentos, erros de português, sem o nome completo e que por isso se reservava ao direito de não publicá-los na Tribuna do Leitor. Tem toda a razão. No entanto separou meia página do tablóide para publicar versões editadas das mensagens com os endereços de e-mail pessoais dos autores embaixo. É a mesma coisa deu não chamar o Maxwell de viado e sair escrevendo o número de celular dele em tudo que é banheiro masculino embaixo da frase “Chupo direitinho”. Bastante coerente.

A desculpa do pasquim guarulhense (Não pasquim não. Aí é ofender o saudoso jornal do Jaguar) é a de que as mensagens “são representativos de um espírito de intolerância incompatível com um ambiente universitário verdadeiramente pluralista e democrático.” e que  “Por isso mesmo, julgou ser oportuno exibi-los ao julgamento de seus leitores.” Pronto, lá vem o jornal  apelar para a “pluralidade” e para a “democracia” para defender o seu direito de não dar o braço a torcer para a sociedade. Parece aqueles monstros de seriado japonês que quando tão perdendo a briga aumentam de tamanho e saem pisando em tudo que encontram pela frente. Da próxima vez amigo, que um jornalista um editor de jornal usar a “Ética” e  a “Pluralidade” para não reconhecer seus erros, ameaçe chamar o Daileon pra cima dele.

http://www.youtube.com/watch?v=FTTGrsBCwyg

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Você, caro único leitor pode conferir todos os textos relacionados a briga aqui e decidir se o jornal agiu certo ou não. Realmente há mensagens dos alunos que não condizem com o nível intelectual de um futuro filósofo ou pedagogo, mas há outros de extrema racionalidade e que não obtiveram tanto destaque por parte do jornal.

Esse texto do Arnaldo Branco também é sobre órgãos de imprensa que não dão o braço a torcer

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13/05/2009

jabá II

"E esse senhor não é meu tio, Francelino!"

"E esse senhor não é meu tio, Francelino!"

Mais uma vez eu uso esse espaço para fazer jabá, mas desta vez vou fazer igual aos nossos congressistas e vou  advogar em causa própria. Essa peça aí do cartaz “A Casa Errada” é a peça em que eu atuei no último Sarau Cultural dos Pimentas (um dos maiores eventos culturais de Guarulhos, segundo todos os espectadores e segundo a minha mãe) e que o grupo amador de teatro (mas que leva fumo tão bem quanto um grupo profissional) Kómus reencenará dias 16 e 17 de maio no Teatro Adamastor Pimentas.

É uma típica “Comédia de Erros”, mas não tão típica assim. Não espere algo tão ingênuo quanto “Chaves ” ou “Chapolin”. É bem mais obsceno e cheio de palavras e gestos pouco educados. O autor do texto original (“O 15 e o 17”) Artur Azevedo, deve estar se revirando no túmulo, apesar de que, ele deve ter se revirado tanto quando colocaram o Roberto Campos na Academia Brasileira de Letras que ele ajudou a criar, que até se cansou e deixou pra lá.

A peça conta a história de Francelino, um “empregado doméstico”muito frugal e delicado, que se confunde e entra na  casa errada onde é confundido com um maníaco sexual, e de João, que já tinha se confundido no momento em que contratou Francelino e tem um puta medo de ser confundido com um assassino já que o seu empregado distraído deixa entrar em sua casa um senhor,  que acaba morendo na sala-de-estar. Destaque para Douglas e Marcão, respectivamente Seu João e Francelino em especial a cena em que empregado consola patrão quando este se vê bastante enrascado (e para o velho intrometido, que está hilário).    

Vale a pena prestigiar a peça não só por mim ou pelo nosso esforçado grupo de teatro mas também para prestigiar um evento cultural de Guarulhos, cidade que TANTO incentiva a produção cultural, além de  ser uma oportunidade de quem vai prestar humanas na UNIFESP de conhecero campus em que vai estudar, pois a peça será encenada no teatro que fica lá dentro.

O Teatro Adamastor Pimentas localiza-se na Estradado Caminho Velho, 333, Bairro do Pimentas, Guarulhos SP, dentro do campus de Ciências Humanas da UNIFESP.

PS: Maiores atrações culturais em Guarulhos na Agenda Cultural. Por falar em Agenda Cultural você já entrou no site do Zaca hoje?

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