Qualquer gordo tem Blog

01/06/2009

Estão sabotando o nosso governador

Filed under: Uncategorized — opoderosochofer @ 16:52
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Isso não tem graça

Isso não tem graça

Uma das piores coisas que se pode fazer em  blogs é o chamado FlaxFlu ideológico. Descer o fumo no Lula por qualquer medidaque ele tome no Planalto e fazer   vistas grossas quando o Serra faz algo parecido ou vice-versa.  Já critiquei muito o governador de SP, mas tenho que reconhecer que estão fazendo uma tremenda injustiça com ele com relação aos livro didático com conteúdo impróprio distribuído para as crianças. Não vou entrar no mérito do conteúdo das obras. São livros para adultos e não para crianças. O caso é que a escolha de tais livros não foi inocente. Foi a manobra de alguém mal-intencionado de dentro do governo que fez isso deliberadamente. Não bastassem os boatos sobre sua saúde, José Serra ainda tem que aturar atitudes descabidas de dentro de sua própria secretaria.

Para mostrar  ainda mais como esse blog é imparcial e acima de tudo preocupado com a imagem pública do nosso governador, segue um link com a relação daqueles que estão sabotando a educação no nosso estado, e um em especial revelando quem é o “líder da gangue“. DEMITA OS IMEDIATAMENTE, SR. GOVERNADOR!

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07/04/2009

Rocky IV, viés e as mensagens ideológicas dos anos 80

 

 Reza a lenda que durante a Guerra Fria, EUA e URSS resolveram levar suas desavenças no campo político para as pistas de corrida. Representando os imperialistas do ocidente, o americano Ford. Do lado das repúblicas populares do oriente, o esforçado Zim russo. Não deu zebra na disputa. O Ford ganhou com bastante vantagem. Segundo a estória, o principal jornal soviético retratou assim a corrida: Carro russo chega em 2º e americano em penúltimo (não exatamente assim. A manchete devia estar em russo com caracteres cirílicos).

 Um outro campo em que se deu essadisputa foi no ringue, pelo menos na atração de hoje à noite no SBT: RockyIV.  É duro para mim, ter que escrever essas linhas, porque esse era (e continua sendo) um dos meus filmes favoritos, mas eu preciso admitir: A trama era tosca, extremamente maniqueísta, inverossímil (como, aliás, são todos os filmes da série) e pró-americana, mas até por isso mesmo um exemplo ímpar daquilo de como passar uma imagem enviesada e o papel da imagem nesse processo.

 Rocky IV é igual a outro filme dos anos 80 que explorava essa dicotomia EUA x URSS, a saber, SupermanIV Em busca da paz (Lex Luthor queria vender para os russos o superser que ele criou para antagonizar com o azulão). O vilão é um sujeito branquelão, enorme, extremamente frio (“Se morrer, morreu”, uma das poucas frases proferidas pelo Capitão Ivan Drago na saga de Balboa) e produto da mais alta tecnologia (o vilão de Supeman é forjado graças a um fio de cabelo do Super e muita energia solar. E Drago, graças aos anabolisantes e as máquinas de exercício) enquanto o americano é um cara simples, justo e que luta pelo bom nome da sociedade americana. Clark Kent nasceu no Kansas, numa família humilde e salva a Estátua da Liberdade. O treinamento de Balboa consiste em cortar lenha, escalar montanhas e correr na neve. Não conhece nada de política, mas não admite ver o seu país ser motivo de chacota dos soviéticos.

 

É o triunfo da imagem. Mas do que o roteiro de Stallone, o conteúdo imagético do filme trata de enviesar a mensagem. A opulência da sociedade de consumo norte-americana representada pelo “Godfather of the Soul” James Brown e seu magnânimo show em Las Vegas cantando justamente “Living In America” acompanhado do “Pai da Pátria” Apollo Doutrinador (cujo calção com motivos da bandeira americana é herdado por Rocky), a frieza e arrogância dos soviéticos representada pelo casal loiro Ivan e Ludmila Drago (Brigitte Nielsen, que anos mais tarde botou uma galha no Stallone com a secretária dele), a presença da tecnologia avançada (o treinamento de Drago e o robô que Balboa traz pra casa que é mais útil que seu cunhado Paulie), a simplicidade (?) e perseverança do homem médio americano com o treinamento de Rocky, o culto à personalidade presente nos regimes fascistas ilustrado pelas imagens enormes de Lênin, Stálin e Marx (a resposta soviética ao “Living In America” de Las Vegas) e a imagem mais emblemática de todas: Milhares de soviéticos que estavam assistindo a luta no ginásio em plena véspera de natal começam a torcer para o lutador americano (Rocky seria um novo Messias para os soviéticos? A julgar pela sua imagem com a cara ensangüentada, enrolado na bandeira sendo erguido pelo seu “crew”, parece um Jesus pós-moderno ascendendo aos céus com os anjos).

 

Stallone nem precisaria queimar seus (dois) neurônios e escrever um roteiro para Rocky IV. Bastava usar essas imagens isoladas em uma seqüência de 30 segundos (estilo Angry Alien) que passaria a sua mensagem patriota com a mesma eficácia (e economizando uma p*** grana da MGM), mas, apesar do perfil de seus maiores personagens, Stallone não gosta de coisas simples (haja vista o elenco que escolheu para seu filme “Os Mercenários”) e graças a sua mania de grandeza que temos – apesar do conteúdo ideológico e da falta de verossimilhança – um dos filmes mais divertidos de todos os tempos. Pena que depois de Einsenstein, a Rússia não produziu (até onde eu sei) nenhum cineasta de muito renome, e com isso, perdeu a oportunidade de dar uma resposta cinematográfica ao Sly. 

 

P.S.: Ontem passou na Band “Kickboxer3″ aquele rodado no Rio com o Milton Gonçalves e o Gracindo Jr.. Como todo filme no Rio tem trombadinha e gente praticando negócios ilícitos. Stalone está rodando em Mangaratiba um filme em que um grupo de mercenários tenta desbancar uma ditadura sul-americana. Mal posso esperar.

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