Qualquer gordo tem Blog

09/10/2009

Top 10 motivos para fazer as Olimpíadas no Rio em 2016

Devo confessar que eu torci um pouco contra o Rio na escolha da sede para as Olimpíadas de 2016. Não por ter alguma coisa contra o Rio, pelo contrário. Foi pelo bem da própria cidade, pois se as Olimpíadas fossem uma coisa tão boa não teria tanta rejeição em Chicago e em Tóquio. Depois de saber então que quem cuidou do Pan iria cuidar das Olimpíadas, fiquei mais desesperado ainda. Mas depois de escolhido o Rio eu pensei um pouco melhor e vi que não haveria cidade melhor para se fazer os jogos do que a Cidade Maravilhosa. E é por isso que eu resolvi elencar:

10 motivos para se fazer as Olimpíadas no Rio

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1 – O Rio será a cidade mais segura do mundo
Para quê deixar a segurança nas mãos dos amadores da Polícia e da Força Nacional. Para fazer a segurança da cidade durante os jogos, nada melhor que os próprios traficantes, que a bem da verdade sempre mandaram na cidade, tem um armamento melhor que o do Exército e são a garantia de que nenhum terrorista internacional vai fazer nenhum “Munique’72” em terras tupiniquins (um fornecedor jamais vai arrumar encrenca com seu cliente). Se por acaso a situação apertar, é só pedir ajuda para São Paulo que não está muito atrás.
Away2 – É uma oportunidade do carioca mostrar a sua hospitalidade
Porque não existe povo mais hospitaleiro que o carioca. Mal você chega no Rio, já aparece um carioca para carregar sua mala. Outro para carregar sua carteira, outro pra carregar seu relógio, outro pra carregar seu celular, seu tênis…
jumento
3 – A festa de abertura será inesquecível
Marcelo D2 acenderá a tocha que será conduzida por toda a cidade pelo, devidamente escoltado, ilustríssimo apresentador Wagner Montes . Caso chegue vivo até a pira haverá o acendimento da mesma e  a execução do Hino Nacional cantado pela Vanusa. Caso ela não consiga aprender a letra, no decorrer desses 7 anos, será substituída por Agnaldo Timóteo. A seguir show dos MCs Gorila e Preto com a presença do mascote que será ou o Zé Carioca ou o maconheiro Capitão Presença. O Manoel Carlos vai até fazer uma novela especialmente para as Olimpíadas. Zé Mayer (foto) fará o papel de um atleta do salto com vara.

tchutchucas4 – Oportunidade de ver as atletas “mais à vontade”
Haja vista o calor que faz na cidade e o fato das esportistas estarem longe de seus países e mais carentes. A menos que alguém aí queira ver Usain Bolt, Tyson Gay… A propósito, agoraque eu descobri porque que o Usain corre tanto. Se tivesse um gay que fosse o Tyson correndo logo atrás de mim eu também sairía a milhão, comendo poeira.
Mancuso5 – Mais um mote para zuar os argentinos
Afinal de contas as primeiras Olímpiadas da América do Sul não vão ser em Buenos Aires. Se na última olimpíada eles já tinham ganhado menos medalhas que nós, conosco sediando não vai dar nem graça. Com a vinda de todo o tipo de gente para o Rio, inclusive de argentinos, poderá se tirar uma antiga dúvida: Quem é mais arrogante? O portenho, o carioca, o gaúcho ou o paulista, que não tem mais o que fazer e fica arrumando intriga com as pessoas que vem de fora.
Tirado do "Extra"6 – Os gringos vão descobrir que não tem macaco no Rio
Ao contrário do que aparece naquele episódio de “Os Simpsons” ou naquele filme “Turistas”(foto). Segundo os próprios cariocas, existem algumas cotias na Tijuca, algumas vacas no Leblon e uns veados na Cinelândia e mais nenhum outro bicho. Só espero que os gringos não confundam a Floresta da Tijuca com a Amazônia.

Antes

Antes

Depois

Depois

7 – As cariocas vão poder provar que não são fáceis

Ao contrário daquele guia turístico que foi distribuído na gringa, que classificava as como “popozudas” ou “neo-hippies”, as cariocas não são putas. Putas são as mães dos cornos que trouxeram o Pan para o Brasil, superfaturaram tudo e gastaram nosso dinheiro e também dos viados que administraram a cidade nos últimos anos
Leci Brandão8 – A Leci Brandão vai comentar os jogos
Segundo Marco Luque, a premiação vai ser ao estilo da apuração das escolas de samba. Fico imaginando como vão ser dadas as notas na Ginástica Artística: “República Democrática da Romênia – nove e meio”, “República Popular da China – deixxxxxxxxxxxxxxx!”  Comentários também de Moisés da Rocha, Ivo Meirelles e Jorge Perlingeiro.
haha9 – Uma chance para os cariocas zuarem os paulistas
Porque aquela história de “praia de paulista é o Rio Tietê”, “podia ser pior, podia ser São Paulo” já ficou muito manjada. Já tava na hora de o carioca ter motes mais interessantes para zuar os paulistas do que o clima, a praia ou o sotaque.
10 – Uma chance para esse blogueiro queimar a lingua
Sim, porque eu estou falando um monte, zuando pra caramba, mas a verdade é que conheço muito pouco o Rio, adoraria conhecer melhor a cidade e se daqui a sete anos eu conseguir um preço camarada, gostaria de prestigiar esses jogos olímpicos, que, se não houver roubalheira, será um evento de suma importância para a nossa nação.

E chega de bairrismo, porque isso é uma coisa muito feia que algum carioca deve ter inventado.

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31/03/2009

“Watchmen – O filme”

Who watched The Watchmen?

Who watched The Watchmen?

Comparo a experiência de Zack Snyder em filmar Watchmen com a do cara que resolve transformar seu carro em um “low rider” (aquele, bem rebaixadão). Nego pega aquele carro clássico, antigo, conversível, longo, mexe na suspensão, rebaixa, pinta com cores fortes, muda o estofamento, troca o painel, “apeluceia os volantes”, pendura uns dados no para-brisa e tá lá, aquele carro lindão! Pronto pro cara se exibir pros manos dele e para as gordinhas de bunda grande e shortinho! Agora vê se o cara leva a mulher dele grávida, com a bolsa rompida, pronta pra parir um catarrento, com aquele carro? O bicho não corre! Não foi feito pra isso! É um carro para exibição e não para corrida. Assim também é “Watchmen”: Um filme que Snyder fez para mostrar e dizer “Olha como eu consigo ser fiel a história em quadrinhos original”, mas que não “anda”, não se preocupa em contar uma história e só começa a empolgar mesmo, do meio pra frente.

O que não quer dizer que o filme seja uma merda, muito pelo contrário. A direção de arte é fantástica, a maquiagem e a trilha sonora idem, a preocupação com os detalhes é impressionante, tanto quanto a coragem em filmar certas cenas de violência, sexo e nudez (nesse quesito faltou um pouco mais por parte da Srta. Malin Akerman, que NESSE filme, tira pouco a roupa). Precisava só se preocupar mais em contar a história, em conduzir o espectador. Mesmo um cara que curta quadrinhos e que conheça a série (ainda que não tenha a lido inteirinha, como eu) fica meio “perdido” durante o filme, que divaga bastante (não mais que a própria série em quadrinhos), mostra a trajetória de cada herói e tantos detalhes que nos faz ficar ansiosos pelo lançamento em DVD, quando poderemos prestar melhor atenção em tudo (será que essa não é a intenção?).

É impossível não comparar com “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, ainda hoje a melhor adaptação dos quadrinhos para o cinema, justamente porque o diretor cagou pros originais do Frank Miller (O filme não tem nada a ver com a obra, originalmente “The Dark Knight Returns” só faz referência a algumas histórias do Morcegão, dentre elas “A piada mortal” do Moore e do Brian Bolland) se preocupou em contar uma história e não em ser fiel. Mas justiça seja feita, Snyder fez o melhor que pôde. Afinal não é fácil transformar um calhamaço de 400 páginas, 12 capítulos e uma arte que dá até medo de tentar reproduzir em uma obra audiovisual. Podia ser uma minissérie de TV (que emissora bancaria uma série com tanto sexo e violência?), podia ser uma trilogia (O que obrigaria o primeiro filme a ser muito mais dinâmico para poder fisgar o espectador e fazê-lo se interessar pelos outros filmes), mas tinha que ser um filmaço de quase três horas de duração.

Pior que isso é só a decepção de um cara que tenta ser o mais fiel possível ao Criador, procura reproduzir a sua obra com extrema precisão e ouve dele “O filme Watchmen me soa como minhocas regurgitadas. E eu tenho nojo de minhocas”. Alan Moore é o Deus cruel dos quadrinhos.

Não gostou dessa merda? Leia uma crítica que presta aqui

Dave Gibbons também é autor de Watchmen e deu seu aval para o filme.

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