Qualquer gordo tem Blog

28/09/2010

O filio do Braziu

Alguém aí sabe o que é indignação seletiva? Sabe quando fulano chia pra caramba quando marcam um pênalti contra a equipe para qual ele torce, mas fica bem quietinho quando acontece o contrário? Pois é isso é indignação seletiva: a pessoa só se dá conta que alguma coisa é errada quando prejudica a ela ou aos amigos dela diretamente, caso contrário, ignoraria solenemente.

Quem vê essa capa pode achar que é de hoje que palhaços se lançam candidatos a alguma coisa no Brasil. Ora não faz exatos 4 anos que este palhaço aqui foi ELEITO deputado federal? Não foi na última eleição que este outro palhaço aqui quis se candidatar a vereador. E o que dizer desse que se candidatou a prefeito de NOVA YORK. Até a Revista MAD já tinha lançado a candidatura do Tiririca com 14 anos de antecedência quando quis satirizara 1ª eleição com urna eletrônica. Como é que só agora nêgo foi se dar conta do perigo que é eleger gente despreparada para ocupar cargos públicos?

Para ficar mais claro vamos primeiro analisar quem é que está atacando Tiririca. O candidato Márcio França do PSB que também é presidente do partido, fez um vídeo COM MUITO BOA INTENÇÃO (daquelas que você acha de monte nas moradas de Lúcifer), sem citar nomes, explicando que voto é coisa séria e que, assim como cu, não deve ser dado a qualquer um (não disse com essas palavras, mas foi algo nesse sentido. O meu eu não dou). O vídeo é esse aqui. O  Skaf, candidato a governador pelo mesmo partido, foi mais longe  e pagou o mico ajudou o amigo pintando a cara de palhaço para condenar o voto ao Tiririca. O que o Skaf e o Márcio França não explicam é como eles criticam tanto o Tiririca e lançam como candidato o Marcelinho Carioca que além de ser mais palhaço que o Tiririca é desagregador nato (segundo o ilibado Vanderlei Luxemburgo).

Fazendo uma pesquisa mais apurada sobre os mais votados para deputado federal adivinha quem foi desbancado pelo Tiririca assim que a campanha começou para valer. Exatamente: Márcio França, ou seja, se Tiririca tivesse menos votos que ele, provavelmente aquele discursinho todo no vídeo nem teria rolado, afinal de contas, eu não o vejo falar um A desse aqui.

O blogueiro amigo Vinícius Duarte já tinha dado a letra toda aqui, mas para o caso de alguém não ter lido (difícil pois ele tem mais audiência que eu) eu resumo: o medo no caso é que aconteça o mesmo que aconteceu com Enéas em 2002, quando a sua votação acabou “puxando” outros candidatos do partido que receberam bem menos votos. Agora o perigo é que Tiririca “puxe” votos para sua coligação que inclui partidos como o PT e o PC do B. É esse o grande medo. É o medo do Cláudio, cartunista do Agora, cujo texto está no site do PPS, que já lançou Kid Bengala candidato a vereador e é da mesma coligação que quer eleger Kiko e Leandro do KLB. Ou seja, todo partido tem seus “Tiriricas” e todos levam na rabeira uma pá de safados, mas só o original que incomoda.

PS1: Em tempo, voto no PT, mas não sou advogado do partido, nem da coligação, muito menos blogueiro pago. Pagos são outros que tem por aí que são bem mais relevantes do que eu.

PS2: Voto no Tiririca não é voto de protesto. Voto de protesto era votar no Jello Biafra para prefeito de São Francisco em 1979.

ps3: Apesar do que eu disse sobre indignação seletiva, eu gostei desse vídeo do Pablo Peixoto aí abaixo. Pelo pouco que conheço dele, pareceser alguém mais sensato que os ditos “indignados de ocasião”. Espero que não mude:

18/03/2009

Fiofó do Clodovil valia Bronze e o do Ron, Silver.

Ron Silver, judeu, não dava nunca: "Pra não gastar".

Clodovil, católico, sempre dava.

Clodovil virou purpurina? Grande coisa! Apesar de ser agora canonizado pela mídia, para mim ele continua sendo uma besta poligonal. Se é para falar de alguém que fazia papel de político e que já morreu, prefiro falar do Ron Silver. Ele já foi presidente, já foi senador, já foi Henry Kissinger e seu maior sucesso atualmente, foi como o consultor político Bruno Gianelli em “West Wing”(o seriado que previu um candidato das “minorias”). Não bastasse isso, na vida real, onde as pessoas tem que pagar as contas e mandar trocar o encanamento, Ron era presidente de uma ONG que lutava pela liberdade de expressão e, ironicamente, parece ter sofrido um “ostracismo” em Hollywood depois de ter largado os Democratas (os de lá dos EUA. Nada a ver com Edmares e Kassabes) e passado a apoiar Bush.

Clodovil também ficou famoso por mudar de time. Politicamente. Largou o PTC(?) para se filiar ao PL (partido do vice-presidente José Alencar). Quase teve o mandato cassado por infidelidade partidária. Só um tonto pra achar que alguém que trocou mais de emissora de TV do que a Adriane Galisteu de namorado, iria ser fiel a algum partido. Conseguiu escapar.

Sexualmente nunca mudou de time, pois sempre foi uma bicha louca, arrogante e misógina. O Ron Silver deve ter sido bicha também, porque participou de um seriado chamado “Veronica’s Closet” (“O Armário da Verônica” uuuuuuuuuuuuuuuu….).

Os inimigos de Clodovil encheriam um Maracanã. Mais fácil contar quem não era seu inimigo (os fabricantes  de vibrador e os editores de jornal de fofoca). Comprou briga com Denner (não aquele carinha gente fina da Portuguesa, o costureiro), Ronaldo Ésper (ladrão de vaso), Marta Suplicy (Clodovil também era solteiro sem filhos) e a torcida do Corinthians, literalmente falando .

Ron Silver também colecionou desafetos. Basicamente, os produtores de Hollywood simpáticos aos Democratas e seus ex-companheiros de partido, mas nenhum deu tanto trabalho para ele do que Jean Claude Van Damme. Sim, o fã da Gretchen, afinal Silver foi o vilão do memorável “Timecop – O guardião do tempo”, filme tosco e cheio de falhas sim, mas digno de menção honrosa por vários motivos: O mullet do Van Damme, o quase-chute que ele dá em um ladrão de bolsas, o “espacate” que ele dá pra escapar de ser  eletrocutado, a namoradinha do Ferris Bueller sem roupa (ela era a muié do Van Diaime nesse filme) e Ron Silver demonstrando o que acontece quando você se choca com uma versão sua mais antiga (questionável). No filme, ele tentava mudar o seu futuro para se tornar presidente dos EUA e mandar no mundo todo. Se o Clodovil pudesse mudar o seu futuro, ia  querer virar bananeira. Pra dar o ano todo.

Com vocês – Timecop,  o Guardião do Tempo:

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