Qualquer gordo tem Blog

17/04/2009

A FUVEST mudou. E todo mundo rodou.

Filed under: Uncategorized — opoderosochofer @ 12:41
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“Com as alterações, a primeira fase do vestibular deixará de contar pontos para a nota final da prova, mas continua com 90 questões de múltipla escolha.

Já a segunda etapa terá agora três dias e cobrará TODAS as disciplinas do ensino médio. Até o ano passado, apenas português e redação eram obrigatórias para todos os cursos. O restante dos exames era definido conforme a carreira escolhida. (…)A maior queixa dos que discordavam da proposta era a rapidez com que a reitoria apresentou e colocou em votação. Este é o último ano da gestão da reitora Suely Vilela. “Não éramos contra a proposta, mas uma mudança como essa deveria ter sido mais discutida. Defendíamos que fosse implementada no vestibular do ano que vem”, disse o presidente da comissão de graduação da Escola Politécnica, Paul Jean Jeszensky. Além da Poli, o Instituto de Matemática e Estatística, o de Física e a Odontologia, de Bauru, votaram contra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.”

Confira a matéria completa no Yahoo Notícias

Tem quem diga que vai ser bom porque quem passou “no limte” e quem passou com folga, vão ter as mesmas chances, só que os dois vão penar pra caramba, porque vão ter que fazer prova do que interessa e do que não interessa para a carreira deles (e mesmo o que interessa nem sempre vai ter relevância pra o que ele vai ser depois da graduação). Algo me diz que com VUNESP, FUVEST e Enem mudando vai ter neguim botando como opção “Rondônia” no vestibular unificado das Federais, já que por aqui parece que vai ficar mais osso pra passar.

09/04/2009

A última tentação de Cristo

Oswaldo de Oliveira depois de ser vice com o Vasco pela 325º vez

Oswaldo de Oliveira depois de ser vice com o Vasco pela 325º vez

Toda Páscoa é a mesma coisa. Se você compra ovos de páscoa pra família inteira , acaba tendo a frustração de depois de comprar tudo, descobrir um lugar não muito longe da sua casa que vende os mesmos ovos 60% mais baratos. Se você faz ovos pra vender, tem que aturar aquela FILHA DA P*** que devolve seu ovo, dizendo que tá ruim, DEPOIS DE JÁ TER COMIDO A METADE  MAIS OS BOMBONS (e ainda enrola pra te pagar). Parece que a Páscoa é só isso e o bacalhau   da sexta-feira. Você só lembra que é uma festa cristã quando liga a TV e vê aquelas mesmas obras de sempre contando a vida de Jesus. A mais clássica é a minissérie Jesus de Nazaré, do Franco Zeffirelli, que a Record passa todo ano. Minto, agora a Record cismou com o Jesus do Mel Gibson (ou será que é o SBT. É tanto filme que eu “se confundo”). O único filme que nenhuma emissora de TV aberta tem coragem de exibir é o filme “maldito” do Scorcese que dá nome a esse post.

Também pudera, o tal filme já começa invertendo os papéis mostrando Jesus construindo uma cruz para…crucificar outros hebreus, isso mesmo (afinal de contas ele era uma carpinteiro na Judéia e as encomendas que pagavam melhor eram essas). Na real, o Jesus do Scorsese (na verdade, o Jesus do Nikos Kazatzanzki, o carque escreveu o livro que originou o filme), tinha medo de morrer na cruz. Medo como todo o ser humano. Era um Jesus fraco,  muito diferente dos “Jesuses” (inventei agora) do cinema, com a cara do Chris Cornell. A começar pelo ator que enverga sua túnica: Willem Dafoe.

Sim, o mesmo cara que fez o Duende Verde do filme do  Homem-Aranha, o terrorista de Velocidade Máxima 2, O Oswaldo de Oliveira do 1ºMundo, o Jesus mais estranho que eu já vi na vida. Magrelo e com uma falhona nos dentes da frente. E covarde. Vai no casinha da Madalena (Barbara Hershey, maravilhosa) vê ela nuazinha, “atendendo” todos os hebreus, um por um e na vez dele…nada (tem que se manter casto para cumprir a sua missão embora a renegue muitas vezes antes de se batizar com João Batista).

Depois de batizado, segue seu caminho, atraindo discípulos, falando às multidões e curando gente. Mas ao contrário das Escrituras, esse Jesus não tem aquela oratória maravilhosa e as pessoas não dão muita bola paaro que ele fala. Ele tenta organizar uma revolução contra os romanos, mas falha terrivelmente e é entregue por um Judas “com sotaque de Nova York” (Harvey Keitel, que reluta em entregá-lo e é quem mais o incentiva a prosseguir com a sua missão). É julgado pelo David Bowie (que lava as mãos quando perguntado sobre a qualidade desse filme) e vai pra cruz (sem aquela “toainha cubrindo as partes”).

There's a Staarmaan...

There's a Staarmaan...

Aí é que tá o grande lance do filme. Aparece uma menininha catarrenta vestida de anjo e lhe diz que ele terá uma segunda chance e que poderá vivera vida como um homem normal (por falar em segunda chance, lembra de   Donnie Darko?). Aí ele casa com a Madá, faz filho nela, ela morre parindo, ele se casa com uma das irmãs do Lázaro, pega a outra, tem um monte de “fío” com as duas, vive uma vida bem mundana. Só que o fato dele não cumprir com a  sua missão acaba trazendo consequências pra Jerusalém…

Não é um filme ruim, muito pelo contrário (a parte em que Jesus tenta convencer Paulo a parar de contar para todo mundo que ele, Cristo, ressuscitou, é fantástica. Explica o espírito das religiões). A proposta é boa, o roteiristaé o mesmo de “Taxi Driver” (Paul Schrader) mas é um filme longo, um pouco cansativo e não tem cara de filme do Scorsese (ele mesmo não parece ter curtido fazer esse filme). Mas antes ver ele do que o Jesus galã do Zeffirelli ou o sofrido do Mel Gibson, durante a ceia de Páscoa tentando engolir o bacalhau horrível da sua tia.

Jabá

Antes que alguém pergunte: NÃO, ESSE NÃO É UM POST PAGO. Não que eu tenha alguma coisa contra, mas até agora ninguém quis pagar para aparecer aqui (mas já tem gente querendo pagar pra NÃO aparecer aqui – PEI*). O caso é que desses caras eu faço propaganda até de graça. Não porque eles sejam meus amigos ou porque o trabalho seja muito bom, até é, mas se eu for cobrá-los vão vir com aquela de “Ih rapaz! Eu esqueci o cartão do banco na outra calça.”, “Hoje eu tô sem cheque.” etc. (mas para trabalhar  eles são sérios)

Quem quiser referências boas de direção de arte e design pode consultar o Jonatas Sanoli ou o Zaca Oliveira. Quem precisar de um trabalho mais complexo, de planejamento e gerenciamento de comunicação, pode procurar o Vinícius Tamassia no Moon/369.

Os links vão ficar aqui do lado junto com outras referências que adicionarei em breve.

*PEI – Piada Extremamente Infeliz.

07/04/2009

Rocky IV, viés e as mensagens ideológicas dos anos 80

 

 Reza a lenda que durante a Guerra Fria, EUA e URSS resolveram levar suas desavenças no campo político para as pistas de corrida. Representando os imperialistas do ocidente, o americano Ford. Do lado das repúblicas populares do oriente, o esforçado Zim russo. Não deu zebra na disputa. O Ford ganhou com bastante vantagem. Segundo a estória, o principal jornal soviético retratou assim a corrida: Carro russo chega em 2º e americano em penúltimo (não exatamente assim. A manchete devia estar em russo com caracteres cirílicos).

 Um outro campo em que se deu essadisputa foi no ringue, pelo menos na atração de hoje à noite no SBT: RockyIV.  É duro para mim, ter que escrever essas linhas, porque esse era (e continua sendo) um dos meus filmes favoritos, mas eu preciso admitir: A trama era tosca, extremamente maniqueísta, inverossímil (como, aliás, são todos os filmes da série) e pró-americana, mas até por isso mesmo um exemplo ímpar daquilo de como passar uma imagem enviesada e o papel da imagem nesse processo.

 Rocky IV é igual a outro filme dos anos 80 que explorava essa dicotomia EUA x URSS, a saber, SupermanIV Em busca da paz (Lex Luthor queria vender para os russos o superser que ele criou para antagonizar com o azulão). O vilão é um sujeito branquelão, enorme, extremamente frio (“Se morrer, morreu”, uma das poucas frases proferidas pelo Capitão Ivan Drago na saga de Balboa) e produto da mais alta tecnologia (o vilão de Supeman é forjado graças a um fio de cabelo do Super e muita energia solar. E Drago, graças aos anabolisantes e as máquinas de exercício) enquanto o americano é um cara simples, justo e que luta pelo bom nome da sociedade americana. Clark Kent nasceu no Kansas, numa família humilde e salva a Estátua da Liberdade. O treinamento de Balboa consiste em cortar lenha, escalar montanhas e correr na neve. Não conhece nada de política, mas não admite ver o seu país ser motivo de chacota dos soviéticos.

 

É o triunfo da imagem. Mas do que o roteiro de Stallone, o conteúdo imagético do filme trata de enviesar a mensagem. A opulência da sociedade de consumo norte-americana representada pelo “Godfather of the Soul” James Brown e seu magnânimo show em Las Vegas cantando justamente “Living In America” acompanhado do “Pai da Pátria” Apollo Doutrinador (cujo calção com motivos da bandeira americana é herdado por Rocky), a frieza e arrogância dos soviéticos representada pelo casal loiro Ivan e Ludmila Drago (Brigitte Nielsen, que anos mais tarde botou uma galha no Stallone com a secretária dele), a presença da tecnologia avançada (o treinamento de Drago e o robô que Balboa traz pra casa que é mais útil que seu cunhado Paulie), a simplicidade (?) e perseverança do homem médio americano com o treinamento de Rocky, o culto à personalidade presente nos regimes fascistas ilustrado pelas imagens enormes de Lênin, Stálin e Marx (a resposta soviética ao “Living In America” de Las Vegas) e a imagem mais emblemática de todas: Milhares de soviéticos que estavam assistindo a luta no ginásio em plena véspera de natal começam a torcer para o lutador americano (Rocky seria um novo Messias para os soviéticos? A julgar pela sua imagem com a cara ensangüentada, enrolado na bandeira sendo erguido pelo seu “crew”, parece um Jesus pós-moderno ascendendo aos céus com os anjos).

 

Stallone nem precisaria queimar seus (dois) neurônios e escrever um roteiro para Rocky IV. Bastava usar essas imagens isoladas em uma seqüência de 30 segundos (estilo Angry Alien) que passaria a sua mensagem patriota com a mesma eficácia (e economizando uma p*** grana da MGM), mas, apesar do perfil de seus maiores personagens, Stallone não gosta de coisas simples (haja vista o elenco que escolheu para seu filme “Os Mercenários”) e graças a sua mania de grandeza que temos – apesar do conteúdo ideológico e da falta de verossimilhança – um dos filmes mais divertidos de todos os tempos. Pena que depois de Einsenstein, a Rússia não produziu (até onde eu sei) nenhum cineasta de muito renome, e com isso, perdeu a oportunidade de dar uma resposta cinematográfica ao Sly. 

 

P.S.: Ontem passou na Band “Kickboxer3″ aquele rodado no Rio com o Milton Gonçalves e o Gracindo Jr.. Como todo filme no Rio tem trombadinha e gente praticando negócios ilícitos. Stalone está rodando em Mangaratiba um filme em que um grupo de mercenários tenta desbancar uma ditadura sul-americana. Mal posso esperar.

06/04/2009

Lula é o cara!

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Dica do Surra

Não é querendo sacanear, mas eu juro por Deus que lá pelos 2:30 do vídeo, o Lula fala “Obrama”. Barbudim dando entrevista para o Zacaria na CNN. ÚÚÚÚ Didi! Uhúhúhúhú…

Embedded video from CNN Video

02/04/2009

Esse Primeiro de Abril foi f***

Se alguém me contasse, eu ia dizer: “Tá, e eu sou a Rainha da Inglaterra!”. Por pouco não virei uma velha com uma coroa na cabeça.

Primeira do dia: Hermanitos tomam 6 da…BOLÍVIA

Jornalista ZéGraça fazendo trocadilho

 

 

Capa original do Diário de S Paulo

Capa do argentino “Olé” de hoje

Segunda do dia: Obama diz:  “Lula é o político mais popular da Terra”

Come to Torto's Granja! Evibódi's welcome!

Come to Torto's Granja! Evibódi's welcome!

 

Nada contra o barbudim. Gosto dele. Mas mais popular que o próprio Obama?

Para quem não acredita, confira aqui o vídeo.

Tirado do excelente blog, Surra de Pao Mole

Tirado do excelente blog, Surra de Pao Mole

 

  Discussão inteligente no Surra de Pao Mole

01/04/2009

Eu já tinha dito antes II

Filed under: Uncategorized — opoderosochofer @ 20:54
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“Pelo projeto, a avaliação substituiria os vestibulares das universidades federais do país e passaria a ter 200 questões de múltipla escolha – atualmente a prova é composta por 63 – além da redação que já é aplicada.”

“De acordo com o projeto apresentado, o Enem seria aplicado em dois dias diferentes, no mês de outubro – não mais em agosto – com resultados divulgados no início de janeiro. Metade dos testes ficaria para o primeiro dia, e metade para o segundo, junto da dissertação.”

“O MEC argumenta que o vestibular desfavorece candidatos que não podem se locomover pelo território. Assim, um jovem que queira prestar medicina e tenha dificuldades financeiras, dificilmente poderá participar de processos seletivos de diferentes faculdades – e terá suas chances de aprovação diminuídas. Por outro lado, as federais localizadas em Estados menores ficam restritas aos candidatos de suas regiões. De acordo com a Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), de todos os estudantes matriculados no primeiro ano do ensino superior, apenas 0,04% residem no estado onde estudam há menos de um ano. Isso significa que é muito baixa a mobilidade entre estudantes nas diferentes unidades da Federação. Nos Estados Unidos, 19,2% dos alunos mudam de estado para cursar a universidade ou o chamado college.”

Em suma, se isso for implantado ainda esse ano em todo o país, vai faltar vaga aqui em São Paulo e sobrar lá em Rondônia. Alguém se habilita?

MEC propõe novo Enem com 200 questões para substituir vestibular das federais

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